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Archive for abril \27\UTC 2010

Embora nao haja uma propaganda massiva como no Brasil, nessas eleicoes os Conservatives decidiram ser extremamente agressivos em sua campanha. Olha soh os posteres que estao pela cidade, mostrando os erros dos Gordon Brown, atual Primeiro Ministro, e lider dos Labours.

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A terceira via

No dia 6 de maio, acontecem as eleicoes na Inglaterra. E provavelmente essas eleicoes serao historicas.

Aqui, vota-se em partido, e por decadas a disputa sempre foi entre Labours (Trabalhadores) e Conservatives (conservatores), algo como Democratas e Republicanos nos USA. Usualmente, um dos partidos atinge a maioria dos votos e seu lider eh nomeado Primeiro Ministro Britanico. Porem, segundo as pesquisas de opiniao, nem Conservatives, muito menos  Labours tem conquistado maioria dos votos. Cada um tem pouco mais ou pouco menos de  30% das intencoes de voto. E outros 30% estao sendo conquistado pelos Liberais Democratas, um partido que surgiu dos Labours e que pela primeira vez em decadas tem tido holofotes na corrida eleitoral.

Esses holofotes demoraram a cair sobre Nick Clegg (foto), lider do partido Liberal Democrats. Mas no dia seguinte ao primeiro debate na TV, Clegg explodiu nas pesquisas de intencao de voto. Clegg eh jovem, bonito, inteligente, eh bom de discurso e de imagem. 

Mais do que ter um bom debatedor, os Liberals estao vivendo uma oportunidade unica nessas eleicoes. Gordon Brown, atual primeiro ministro e seu partido (Labours) estao pra lah de desgastados e apos sofrerem uma crise economica pesada, os ingleses querem mudanca. Porem, Labours e Tories sempre buscaram demarcar bem as diferencas entre eles e assim, dificilmente um eleitor do Labours irah passar a votar Tories. Com um lider forte, Liberals surge como uma alternativa e deixa o cenario bastante indefinido.

Ps: Se voce estah acompanhando as noticias das eleicoes britanicas e estah meio perdido (porque pessoalmente, eu acho bastante complicado esse sistema) indico esse glossario da BBC.

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Extra classes

Sempre ouvi um mito de que o intercambio muda a gente. Eu noto a mudanca clara em dois amigos meus, a Mari, que estah ha quase dois anos em Barcelona, e no Nalita que viveu um ano em Dublin. Estou sempre a espera dessas mudancas, mas nao vejo elas tao claras em mim.

Eu nao deixei de dar bandeira, de ser bagunceira, atrasada, atrapalhada, enrolada, confusa, indecisa, descontrolada com dinheiro, sem planejamento, e ainda recebo reclamacoes quanto ao mal uso que faco do celular. Continuo sem saber a que vim (ao mundo, nao a Londres), e o que quero dessa vida.

Mas sim, alem do ingles tenho aprendido algo mais por aqui. Aprendi a passar delineador, fazer feijao e localizar alguns paises no mapa.

Aprendi que status social nao vale de nada, que soh representa um ‘estado’ e nao quem somos realmente. Aprendi que mais importante do que crachas, eh viver bem, ter qualidade de vida, ser autentico e generoso. 

Aprendi que ha politicas que funcionam. Aqui, encontro justamente o tipo de politica que sempre acreditei. Um capitalismo solido, que te impulsiona a querer mais, trabalhar mais e melhor, acompanhado de um estado forte, controlador por um lado, cheio de leis restritivas (alguns chamam de nanny government), mas que respeita as diferencas e a individualidade (como por exemplo permitindo o aborto e a uniao civil homossexual ha muito tempo). Um estado que impoe impostos altos, mas para que possa oferecer um sistema capaz de  prover dignidade para todos, numa forma mais socialista de fazer politica. 

Pro resto da minha vida, eu aprendi a ser independente. Aqui, se eu cair do trapezio, nao terah mais a cama elastica da familia e dos amigos para me dar protecao seja financeira, emocional, ou aquela carona quando estou atrasada. Aqui, eh te vira. Eu posso fazer o que eu quiser, mas tenho que calcular friamente meus movimentos para nao me esborrachar no chao. 

Aprendi que as roupas nao surgem limpas e passadas no guarda-roupa, e nao tem download de produtos na geladeira. Aprendi a pesquisar melhores precos no supermercado e a cuidar das minhas coisas por mim mesma. O que nao quer dizer que esteja fazendo certo, porque minhas roupas viraram farrapos e descobri que cozinhar todo dia e soh pra voce eh um saco.

Aprendi a ser sozinha e  a gostar disso (esse foi o ponto mais dificil). Quando eu cheguei nao sabia ir ao cinema sozinha, e chorava de solidao a noite. Agora, nao vejo a hora de viajar sozinha, e frequentemente dispenso a companhia de amigos para fazer aquilo que eu tenho vontade, curtindo a mim mesma. A liberdade me faz carinho e ateh entao isso nunca tinha me bastado. Agora, me basto. (embora nada na vida se compare ao colo da minha mae, a parceria da minha irma e o ombro dos meus amigos do coracao – eles dao uma estabilidade emocional unica).  

Aprendi o que sou quando ninguem estah olhando. Por aqui, ninguem que realmente importa estah olhando, ou julgando, e qualquer fama que eu fizer eu nao levarei comigo pro Brasil. Por isso nao faco posse, nao faco social se nao tenho vontade, e fiz coisas que nao me permitia. Mas tambem notei que tem outras tantas que faco ou deixo de fazer porque sao do meu feitio, e nao porque alguem esperava, ou cobrava isso de mim.

Aprendi que experiencias nao tem preco e que essa viagem tem um objetivo muito maior do que aprender somente ingles. Eu possivelmente poderia ter comprado um carro 0 em vez de estar aqui, mas eu nao trocaria essa experiencia nem por uma Ferrari. JAMAIS.

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A primavera chega pouco a pouco. Todas as casas em Londres tem o privilegio de ter quintal (eu disse todas). Assim, ateh o meu jardim mal cuidado, ao qual eu ainda nunca tinha ido, comecou a dar muitas flores amarelinhas, que dao uma cor pro meu cafe de manha. 

Faz 15C em Londres. A mesma temperatura de Sao Paulo. Mas aqui faz dias ensolarados, com vento danado, friozinho ainda, mas um solzao de dar esperanca. O dia dura ateh quase 8 da noite, diferente das 16h30 quando eu cheguei por aqui. As pessoas usam ateh bermuda e vestido florido para comemorar, alem das havaianas eh claro. Os parques estao cheios – meninos jogando bola, criancas no play, jovens fazendo picnic. E o bom daqui eh que tem parques em todos os bairros.  

Mas nao foram soh os domingos que mudaram de tom. Estava de folga numa quinta-feira, carreguei minha maquina debaixo do braco e fui andar pela cidade, pelos lugares que adoro e que jah fui outras vezes. Aproveitei que agora estudo pertinho da St. Paul e fui lah admirar sua cupula linda sob o ceu azul. Mas nao era soh sua cupula que estava linda. O gramado atras da igreja estava lotado – homens engravatados com seus lanches, marmitas, bandejinhas de sushis sentados na grama, mulheres elegantes lendo nos bancos, jovens deitados tomando sol, e casais namorando. Adorei. Uma outra cidade estah aparecendo – nao mais cinza, nao mais fria, e com pessoas muito mais coloridas. Eu nao vejo a hora do verao chegar.

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Antes de embarcar para um intercambio eh importante que se perca a ilusao que um dia eu tive. A nao ser que voce seja superdotado, voce nao aprende ingles por osmose. Nao adianta achar que basta desembarcar em terra estrangeira para incorporar a lingua local. Eu e todos os intercambistas que conheci aqui (talvez exceto o Camilo) estamos levando tempo para melhorar nosso conhecimento. Mais que isso, notamos que eh preciso estudar.

Eh preciso sim ir a aula assiduamente (pessoas que soh trabalham aqui, mesmo com o uso do ingles, tem poucas melhoras), sentar a bunda na cadeira e rever o que aprendeu todos os dias, fazer exercicios chatos, jogar palavra por palavra no google translator para ouvir sua pronuncia, ler livros em ingles no metro e antes de dormir, ouvir radio e assistir TV se possivel, tomar nota em um caderninho do vocabulario aprendido em placas e jornais. E claro, fazer amigos, colegas, e puxar assunto ateh com o homeless se esse for nativo. A imersao do intercambio eh super valida, porque voce aprende coisas novas todos os dias, colocacoes e vocabulario principalmente, e passa a pensar em ingles pouco a pouco. Mas a osmose, aquela que sonhei que aconteceria, meus caros, ela nao acontece.

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